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1ºs Anos

Capa 1º ano

O livro “Listas Fabulosas”, de Eva Furnari, possibilitou às crianças mergulharem em um universo criativo e bem-humorado por meio de listas inusitadas, divertidas e cheias de imaginação. Durante a leitura, observaram diferentes tipos de listas, identificaram suas características e refletiram sobre suas funções no cotidiano, compreendendo que elas podem servir para organizar informações, registrar ideias, planejar ações, comunicar desejos e também abrir espaço para a criatividade e a imaginação.


As propostas realizadas a partir da obra possibilitaram que as crianças explorassem a escrita de listas em diferentes contextos. Ao longo dessas experiências, ampliaram seus conhecimentos sobre o sistema de escrita alfabética, desenvolveram estratégias de leitura e compreenderam a importância das listas como ferramenta de organização, comunicação e expressão. Como culminância desse percurso, produziram o próprio livro Listas Fabulosas, reunindo criações individuais inspiradas na obra. Nesse processo, exercitaram a autoria, compartilharam ideias e perceberam-se como escritores, construindo um material significativo que registra parte das aprendizagens, descobertas e vivências do semestre.

O livro “Cocarzinho Amarelo”, de Yaguarê Yamã, mostrou para as crianças como uma narrativa ganha novos sentidos ao ser recontada a partir da cultura indígena brasileira, valorizando os saberes ancestrais, a vida na floresta e os laços de afeto entre as gerações. A história aborda temas como coragem, cuidado, respeito aos mais velhos, identidade cultural e pertencimento.

Durante a proposta, as crianças compararam Cocarzinho Amarelo com outras versões do conto da Chapeuzinho Vermelho, observando semelhanças e diferenças na narrativa e identificando elementos que permanecem e outros que se transformam de acordo com quem conta a história. Nesse processo, ampliaram a escuta, a capacidade de análise e a compreensão de que as narrativas são atravessadas por diferentes perspectivas culturais, fortalecendo o respeito à diversidade e o interesse por outras formas de narrar o mundo.

Com o livro “Enigmas”, de Denise Guilherme, as crianças foram convidadas a mergulhar no universo dos contos de encantamento por meio de uma proposta instigante: desvendar personagens, objetos, cenários e acontecimentos a partir de pistas e enigmas. A obra ampliou o olhar do grupo para os contos clássicos, evidenciando que uma mesma história pode ser interpretada, recontada e reinventada de diferentes maneiras.

As propostas desenvolvidas a partir da leitura possibilitaram importantes conversas sobre as múltiplas versões dos contos de encantamento e sobre como diferentes autores podem revisitar personagens e histórias já conhecidas, criando novas perspectivas e significados. As crianças compararam narrativas, identificaram semelhanças e diferenças entre versões e ampliaram seu repertório literário por meio do contato com diversos contos tradicionais. Inspiradas pelo livro, participaram de desafios de interpretação, jogos de adivinhação, rodas de conversa, recontos e atividades de produção oral e escrita. Ao longo desse percurso, desenvolveram estratégias de leitura, formularam hipóteses, ampliaram a compreensão das estruturas narrativas e perceberam que personagens e histórias podem ganhar novas formas, novos sentidos e diferentes possibilidades de existência a cada reconto.

 

 2º anos

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Em Cantigas para brincar, de Josca Ailine Baroukh e Lucila Silva de Almeida, as crianças cantaram e vivenciaram as cantigas tradicionais com coreografias e gestos, trabalhando ritmo e coordenação motora, fonética e rimas. Assim, aproximaram-se do patrimônio cultural brasileiro e foram despertadas para a curiosidade e para a valorização das raízes folclóricas, o que abriu as portas para as pesquisas que deram contexto à Festa Junina.

A leitura de Vamos dar a volta ao mundo? Conhecendo nosso planeta com a família Klink, de Marina Klink foi uma verdadeira expedição literária, uma jornada de descobertas a respeito dos diversos biomas do planeta. As crianças ampliaram seu conhecimento geográfico e ambiental,  aventuraram-se por diferentes ecossistemas como florestas, desertos, geleiras e oceanos e puderam refletir sobre a importância da preservação da natureza. Assim como toda boa aventura, esta também os colocou diante de novas  sensações e gerou sentimentos como empolgação, receio, frio na barriga e muito mais…

Algumas histórias de Meu primeiro livro de contos de fadas, de Mary Hoffman já são conhecidas das crianças, enquanto outras estão sendo deliciosas novidades - o que vem enriquecendo ainda mais o repertório cultural e literário da turma. Viajando através dos contos de encantamento, as crianças estão aprendendo a identificar e expressar suas próprias emoções, além de compreender melhor os sentimentos dos outros. Ótimas discussões e soluções criativas para problemas que se apresentam nos enredos têm surgido ao longo das leituras.

 

3º anos

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A leitura de “Felpo Filva”, de Eva Furnari, proporcionou aos estudantes uma rica experiência de apreciação literária, ampliando seu contato com diferentes formas de expressão por meio da linguagem escrita. A narrativa, permeada por humor, criatividade e sensibilidade, convidou-os a acompanhar as transformações vividas pelo personagem e a refletir sobre sentimentos, opiniões, relações interpessoais e diferentes formas de enxergar a si mesmos e aos outros.

Ao longo da leitura, as crianças exploraram características presentes nos diversos gêneros textuais que compõem a obra, como cartas, poemas, receitas, listas e autobiografias e identificaram que cada gênero possui finalidade, estrutura e linguagem próprias. As rodas de conversa sobre amizade, respeito às diferenças, empatia e convivência incentivaram as crianças a expressar suas ideias, ouvir diferentes pontos de vista e refletir sobre suas próprias experiências.

 

Com humor, imaginação e situações inesperadas, “Uma velhinha de óculos, chinelos e vestido azul de bolinhas brancas”, de Ricardo Azevedo, envolveu os estudantes em uma divertida experiência literária. A narrativa despertou a curiosidade e incentivou o grupo a fazer previsões, levantar hipóteses e acompanhar atentamente os acontecimentos da história. 

Ao longo da leitura, as crianças exploraram recursos característicos da literatura, como as repetições, o ritmo, a sonoridade e as brincadeiras com a linguagem,  elementos  que contribuem para tornar o texto envolvente e significativo. A observação atenta das ilustrações foi um ponto forte do trabalho desenvolvido, uma vez que os detalhes apoiam a construção de interpretações pessoais e a ampliação das possibilidades de compreensão da narrativa.

Sonoridades e imagens poéticas têm marcado o encontro das crianças com a poesia por meio da seleção presente em “Poemas que escolhi para crianças”, organizada por Ruth Rocha e Mariana Rocha. O contato com textos de diferentes épocas e autores amplia o repertório literário dos estudantes, que, ao realizarem os desafios propostos, descobrem novas formas de brincar com as palavras, expressar sentimentos e imaginar o mundo.

Os momentos de leitura têm se revelado uma verdadeira viagem pela poesia brasileira, aproximando as crianças de autores consagrados, de Olavo Bilac a Adélia Prado. Nesse percurso, elas exploraram características próprias da linguagem poética, como rimas, ritmo, musicalidade e construção de imagens, desenvolvendo a escuta sensível e a apreciação estética. 

4º anos

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O menino do dedo verde”, de Maurice Druon, foi um grande aliado do grupo nas reflexões sobre nosso poder de realizar transformações no mundo. Paralelamente à saída pedagógica realizada para a ONG Prato Verde Sustentável, a leitura ofereceu recursos para que os estudantes percebessem que temos meios de transformar a realidade de outras pessoas. O que você transformaria com seu dedo verde? O poder de transformação de Tistu, o grande protagonista da história, sensibilizou o grupo e ampliou o olhar para o outro, como uma semente de empatia plantada em cada um.

Criatividade, imaginação e pensamento crítico marcaram o encontro dos estudantes com “A fada que tinha ideias”, de Fernanda Lopes de Almeida. Ao acompanhar as aventuras de Clara Luz, foram provocados a refletir sobre a importância de questionar padrões, valorizar diferentes perspectivas e buscar soluções originais para os desafios.
Além da exploração dos elementos da narrativa por meio de propostas orais e escritas, observaram como a curiosidade e a criatividade podem impulsionar mudanças. De forma leve e bem-humorada, o livro incentivou o reconhecimento do valor das próprias ideias e a compreensão de que a imaginação e a iniciativa são importantes para a construção de novos conhecimentos.

O diálogo proposto entre os personagens e o enredo de A fada que tinha ideias e do O menino do dedo verde ampliou a reflexão e fortaleceu nos estudantes a percepção de que é possível enfrentar problemas de forma ética, criativa e sensível.

A amizade entre Sofia e o gigante vem conduzindo os estudantes por uma narrativa repleta de imaginação, humor e descobertas em “BGA – O Bom Gigante Amigo”, de Roald Dahl. Ao longo da leitura, temas como empatia, respeito às diferenças e a importância de não julgar as pessoas pelas aparências, têm surgido nas rodas de conversa, envolvendo a realidade cotidiana dos estudantes e da sala de aula.
A linguagem criativa utilizada pelo autor é marcada por invenções e brincadeiras com as palavras, detalhe que tem sido destaque no trabalho com a inferência e com a descoberta da intencionalidade dele ao utilizar tais recursos.
A interpretação, a formulação de hipóteses e a consideração de diferentes perspectivas, aos poucos, vem fortalecendo a compreensão de que a literatura nos convida a olhar além das primeiras impressões e a construir relações mais respeitosas e empáticas.

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5º anos

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Diário de Pilar na Grécia", de Flávia Lins e Silva, uma viagem literária que articula narrativa, história, geografia e mitologia. Ao acompanhar as descobertas da personagem, os estudantes ampliaram seus conhecimentos sobre a cultura grega e estabeleceram relações entre diferentes tempos e modos de viver, o que apoiou imensamente as pesquisas e o entendimento dos aspectos estudados em Projeto, referentes aos povos formadores do Brasil.

A curiosidade sobre os mitos gregos, seus personagens e suas explicações para aspectos da vida humana foi grande! Ainda tiveram contato com mapas, registros visuais e informações complementares, o que enriqueceu a compreensão da obra, ampliou o repertório histórico e cultural dos estudantes e revelou a eles que a literatura pode ser uma forma de conhecer diferentes povos, tradições e visões de mundo.

Já “Meus Contos Africanos", de Nelson Mandela, aproximou os estudantes da riqueza das tradições orais do continente africano. As narrativas transmitidas entre gerações, apresentaram personagens, valores, costumes e modos de viver presentes em diferentes culturas africanas, ampliando o repertório literário e cultural.
Ao longo da leitura, exploraram características dos contos tradicionais, identificaram elementos como ensinamentos, conflitos, sabedoria popular e a presença de animais e personagens simbólicos. Relacionaram as narrativas presentes no livro com os mitos gregos presentes em Diário de Pilar na Grécia e ganharam repertório para o desenvolvimento de suas produções de contos etiológicos.

A leitura de “O Jardim Secreto”, de Frances Hodgson Burnett, tem levado os estudantes a mergulhar em uma narrativa rica em descrições, emoções e transformações. Temas como amizade, pertencimento e cuidado vêm emergindo nas rodas de leitura e de conversa, ao mesmo tempo em que os alunos aprofundam sua apreciação da linguagem literária.
O vocabulário diversificado da obra vem ampliando, gradativamente, o repertório linguístico e as possibilidades de expressão oral e escrita. As descrições dos ambientes, sentimentos e ações dos personagens têm sido exploradas de forma intencional, favorecendo a compreensão de como as palavras podem criar imagens, atmosferas e significados.
A interpretação, a construção de inferências e a apreciação dos recursos literários presentes na narrativa contribuem para a formação de leitores mais sensíveis e capazes de atribuir múltiplos sentidos aos textos.


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